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PRAÇA HISTORIADOR WANDERLEY DOS SANTOS

O Historiador Wanderley dos Santos, responsável pela descoberta da data de fundação da Capela do Pilar, em Ribeirão Pires, recebeu uma homenagem inédita na região do Grande ABC. Com proposta do Vereador Rogério Paulo Luiz (Rogério do Açougue) e sanção do Prefeito Adler Teixeira - Kiko, a antiga Praça Ramos de Azevedo, na Vila Aurora, passa a se chamar Historiador Wanderley dos Santos.

 

Importante para a região do Grande ABC, por importantes pesquisas no campo da história, Wanderley se notabilizou com sua obra máxima "Antecedentes Históricos do ABC Paulista: 1550-1892", lançado no ano de 1992 pela Prefeitura de São Bernardo do Campo. Ao falecer, em 1996, nunca foi laureado com uma homenagem do Poder Público. Agora o reparo foi feito com a publicação do Decreto Municipal 6.174/2017 e Wanderley passará a ser lembrado como o importante historiador que foi.

 

Quem foi Wanderley dos Santos

 

Filho de Benedito Cruz dos Santos e de Lydia de Almeida  Santos, Wanderley dos Santos nasceu no dia 19 de fevereiro de 1951. Aos 15 anos, iniciou pesquisas com foco na história dos bairros e vilas paulistanas, e, em 1972, decidiu se dedicar à região do Grande ABC. Em 1973, descobre a data oficial da inauguração da Capela de Nossa Senhora do Pilar (25 de março de 1714) e entrega ao Prefeito Valdírio Prisco uma cópia enquadrada do documento. No mesmo ano, é contratado pela Administração para escrever História de Ribeirão Pires, sendo o seu primeiro trabalho de pesquisa sobre o Grande ABC. A publicação, ocorrida em março de 1974, ajudou a impulsionar sua carreira e, naquele mesmo ano, com apenas 22 anos, tornou-se chefe do Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de São Paulo, além de publicar o livro Mauá – Ano 20, pela editora Combrig. Um ano depois, entregou à prefeitura de Diadema monografia intitulada História do Município de Diadema, que seria publicada postumamente em dezembro de 2000. Em 1976, continuou suas pesquisas sobre a região e escreveu a história de Rio Grande da Serra, estudo que é tido, até o momento, como perdido.

 

Em 1980, foi premiado pela prefeitura de São Paulo por sua pesquisa sobre a história da Lapa. Um ano depois, foi eleito sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e do Instituto Genealógico Brasileiro. Já em 1985, representou a Arquidiocese de São Paulo no Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de São Bernardo e no ano de 1987, foi eleito integrante do Instituto Histórico e Genealógico de Minas Gerais. Dois anos depois, elegeu-se como integrante do Colégio Brasileiro de Genealogia, no Rio de Janeiro e fundou o Arquivo Histórico Municipal Capitão Hipólito Antônio Pinheiro, na cidade de Franca. Em 1990, foi escolhido presidente da ARPAM (Associação Regional de Pesquisa e Preservação de Acervo Municipal) também em Franca, reelegendo-se em 1992 para mais dois anos de mandato.

 

Em plena maturidade intelectual, passou a produzir trabalhos de qualidade cada vez mais notável sobre o ABC e outras regiões, até chegar em sua obra maior, Antecedentes Históricos do ABC Paulista: 1550-1892, lançada em novembro de 1992 com o patrocínio do Departamento de Cultura de São Bernardo do Campo.

 

Poucos anos depois, passou a enfrentar problemas de saúde até que em 16 de janeiro de 1996, aos 44 anos, veio a falecer. Autor dedicado, deixou uma obra respeitável, sendo considerado um dos mais importantes historiadores do Estado de São Paulo.

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